terça-feira, 26 de outubro de 2010

Wagner Tiso recria para Dilma o famoso jingle de Lula



A campanha de Dilma Rousseff no segundo turno está sendo impulsionada por uma extraordinária mobilização da sociedade, como só ocorre nos grandes momentos da História.

Manifestações espontâneas de professores, estudantes, religiosos, trabalhadores, ambientalistas, artistas e intelectuais constituíram uma gigantesca corrente pela democracia e pelo avanço das políticas de inclusão social do governo Lula.

“Tem um clima pra cima no ar, que lembra a campanha de Lula em 1989”, disse o compositor e maestro Wagner Tiso, um dos organizadores do ato Cultura com Dilma, que reuniu mais de dois mil profissionais das artes e da cutura no Teatro Oi-Casagrande, no Rio, em 18 de outubro.

Embalado pela manifestação, Wagner Tiso entrou no estúdio de gravação para recriar um dos maiores sucessos da história das campanhas eleitorais: o jingle “Sem Medo de ser Feliz”.

O jingle foi criado originalmente para a campanha de Lula, em 1989, pelo compositor Hilton Acioli, dono de rica trajetória na MPB. Parceiro de Geraldo Vandré nos anos 60, Hilton Acioli popularizou o slogan Lula-lá, que está na memória de toda uma geração.

No segundo turno de 1989, o maestro Wagner Tiso gravou um novo arranjo para o jingle, com as vozes de Chico Buarque, Gilberto Gil e Djavan. O filme da gravação foi ao ar na Rede Povo, o programa de TV da campanha de Lula. Sucesso instantâneo, que hoje é um dos vídeos políticos mais vistos no Youtube.

Wagner Tiso ofereceu à campanha de Dilma de um novo arranjo de “Sem Medo de Ser Feliz”. É uma celebração da alegria e da energia positiva da campanha de Dilma, nessa reta final que vai nos levar a mais uma vitória da democracia, para continuar construindo um país melhor e mais justo.

Baixe os arquivos para iPhone, Ringtone (mp3) e Celular (.3gp).

Fonte:www.dilma13.com.br

No debate, Dilma perguntou e não teve respostas de Serra




Desde o primeiro debate entre os candidatos, Dilma Rousseff questiona o tucano José Serra, sobre a política de emprego. Mas ele nunca respondeu. Hoje, no debate da TV Record, por duas vezes Dilma perguntou, e o concorrente do PSDB não respondeu. A avaliação da petista e dos aliados é que Serra não tem propostas para o emprego, por isso foge. Até agora, foram nove debates e nenhuma resposta.

Em mais um debate em que deixou claras as diferenças entre o PT e o PSDB, Dilma apontou a falta de transparência de Serra ao lidar com aliados políticos como Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, a inexistência de propostas dos tucanos para a região Nordeste e o despreparo de Serra ao falar de temas como emprego e segurança pública.

Ao final do debate, a candidata da coligação Para o Brasil Seguir Mudando lamentou a atitude de soberba e desdém de Serra e disse que ficou sem várias respostas do tucano.

“Teve um pouco de soberba e desdém do candidato Serra. Eu tentei não deixar perguntas sem respostas. Mas eu tive que lutar muito para ter algumas perguntas minhas respondidas. A do emprego, por exemplo. Acho que ele não responde sobre a questão. Dizer que não é real a geração de quase 14 milhões de empregos é forçar os números, vou dizer assim para ser elegante”, argumentou.

Paulo Preto

Dilma disse que não trouxe a polêmica de ex-diretor da Dersa, Paulo Vieira de Souza, conhecido entre os tucanos como Paulo Preto, à tona, mas que o caso serve para mostrar a diferença de atitude do PT e do PSDB em relação malfeitos na administração pública.

“Um governo que ao perceber o malfeito investiga e pune. E outro que é encoberta. Nos governos sempre vai ter problema. Tem que se preparar e, em havendo, ver qual a medida que toma. É por aí que se distingue um governo e outro. É uma posição política. A diferença existe entre governo que investiga e pune [o do PT] e o governo que encobre, acoberta e disfarça [o do PSDB]”, comentou.

Para o deputado e coordenador da campanha de Dilma, José Eduardo Cardozo, Serra parecia um pouco distante da realidade brasileira. “O Serra foi deselegante em alguns momentos. Mas os eleitores vão observar qual o comportamento deve ter o futuro presidente da República no trato com as pessoas. Dilma foi segura e excepcional. Ele chegou até a falar em disco voador, acho que a cabeça dele estava em Marte”, ironizou o petista.

Emprego

O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, também comentou a falta de propostas de Serra para a geração de empregos. Ele lembrou que o tucano foi questionado em todos os debates sobre o tema e nunca ofereceu uma resposta.

"O nosso adversário está desde o primeiro debate fugindo da pergunta sobre emprego. Pelo menos dessa vez ele apresentou a capa anti-Lula que ele deixou guardada por muito tempo. Foi o debate que mais ajudou do ponto de vista programático para ver as diferenças. Se debateu aqui emprego qual a postura em relação reforma agrária, em relação aos movimentos sociais, à política de segurança e saúde”, disse.

Fonte: www.dilma13.com.br

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Politizar, polarizar e mobilizar


Por Valter Pomar





Dilma venceu o primeiro turno. Mas não venceu no primeiro turno. A grande mídia, o Demo-PSDB e seus aliados no PV comemoraram. Mas havia jeito de ser diferente?

Lula disputou três eleições antes de vencer, em 2002. No segundo turno. Candidato à reeleição, novamente teve que enfrentar um segundo turno. Como é que com Dilma poderia ser diferente?

Aliás, é curioso: quando iniciamos a campanha, Dilma foi alvo de críticas, ironia e descrença da parte de quem a “acusava” de nunca ter disputado uma eleição.

Quem compartilhava desta impressão negativa, certamente foi surpreendido pelo seu crescimento eleitoral, vendo-o como algo inesperado, capaz inclusive de gerar a proeza de uma vitória em primeiro turno.

E, paradoxalmente, aqueles mesmos enxergaram na ida para o segundo turno uma derrota, quando o surpreendente é exatamente o oposto: que apesar de ser estreante, Dilma quase tenha vencido já no primeiro turno, mostrando que ela era a pessoa certa, no lugar e hora adequados.

Infelizmente, parte importante dos apoiadores da candidatura Dilma acabou caindo no conto de que era possível vencer no primeiro turno. Isso se deve, em alguma medida, a um erro da coordenação de campanha, que embora dissesse o contrário, não adotou as vacinas necessárias, talvez porque no fundo acreditasse em Papai Noel.

A verdade é que em 2010, igual ocorreu em 2006, uma parte de nós evoluiu do pessimismo para um otimismo irresponsável, que dava como praticamente garantida a vitória no primeiro turno; e, pior ainda, em nome desta suposta vitória garantida, adotou uma postura defensiva e despolitizada que, ironicamente, nos levou não à vitória no primeiro turno, mas sim ao segundo turno.

Qual a necessidade de dizer isto, neste momento? Simples: não repetir o erro.

Para ganhar no segundo turno, é fundamental saber que podemos ser derrotados, que nosso lado comete muitos erros, que a oposição de direita é muito forte, que pode haver uma virada. Quem acha que é impossível perder, não está preparado para vencer.

Este foi, talvez, o principal erro que cometemos no primeiro turno: retranca excessiva, às vezes justificada pela possibilidade de uma vitória no primeiro turno, às vezes pela amplitude das alianças, às vezes pelas características da candidata. A retranca foi tanta que, pela primeira vez, não divulgamos oficialmente nosso programa de governo!!!

Esta postura defensiva teve como decorrência certa subestimação do debate político e da polarização, que acabou entrando na campanha pela porta dos fundos, seja por elogiáveis rompantes de algumas lideranças (por exemplo, algumas críticas de Lula contra certa imprensa), mas geralmente por iniciativa da própria direita.

Claro que a oposição de direita não tem interesse em fazer o debate político da maneira como nós gostaríamos. Isto foi interpretado por alguns, erroneamente, como se a direita estivesse “sem projeto”, “se perdendo” em acusações sobre terrorismo, Farc, tráfico, dossiês, radicais e aborto. Quando na verdade a direita estava operando a polarização e politização nas catacumbas, inclusive manipulando em seu proveito aquilo que gostamos de apontar como uma das provas de nosso êxito: o crescimento da classe média.

Aliás, é curioso: quando se pergunta de onde vem grande parte da animosidade contra o governo Lula, contra o PT e contra Dilma, a resposta é: de setores da classe média. Mas quando se pergunta qual é um dos grandes êxitos do governo Lula, a resposta é: o crescimento da classe média. Algo não bate nesta conta.

Deixemos de lado os equívocos conceituais e os exageros estatísticos na discussão sobre a tal classe média e nos limitemos ao seguinte: a elevação das condições materiais de vida de amplos setores da população brasileira, ocorrida nos últimos anos, não foi acompanhada de similar elevação cultural, ideológica e política. A diferença entre uma coisa e outra, numa aproximação grosseira, é a diferença entre a aprovação do governo Lula e a votação de Dilma, neste respectivo setor social.

Falando noutros termos: não basta e nunca bastou o lulismo. Se a simpatia em Lula não for politizada e organizada, em sindicatos, em partidos, noutra visão de mundo propagada por outros meios de comunicação, corremos o risco de assistir segmentos amplos das camadas populares, embora vivendo melhor, continuarem sendo manipulados pela mesma mídia, pela mesma direita e por igrejas conservadoras que se opuseram àquelas medidas que fizeram a vida melhorar.

Por analogia: não basta e nunca bastou a campanha eletrônica. Se não houver militância, corpo-a-corpo, trabalho de formiga cotidiana, seremos vítima dos instrumentos de que a direita dispõe, inclusive a pregação direta feita por religiosos conservadores de variados credos.

No segundo turno, Dilma vencerá se mantiver ao seu lado quem já votou nela; se recuperar quantia significativa de eleitores simpáticos a ela, mas que no primeiro turno escolheram Serra ou Marina; se conseguir parte dos votos de quem não optou por nenhum dos candidatos ou nem mesmo foi votar (este contingente é maior do que o total de eleitores de Serra).

Dilma conseguirá manter ou conquistar estes eleitores, se nossa campanha politizar, polarizar e mobilizar. Agindo assim, neutralizará o terrorismo religioso e a onda de calúnias, que ganharam espaço na exata medida em que nossa campanha deixou de explicitar o debate político de projetos.

Sobre isto, um detalhe: os “analistas políticos” da direita fazem questão de divulgar pesquisas “científicas” dizendo que foi o caso Erenice --e não o tema do aborto-- que levou a disputa ao segundo turno. A rigor, foi de tudo um pouco e haverá tempo para um debate mais científico a respeito. Mas a preocupação dos “analistas políticos” revela, talvez, que eles tenham percebido que o exagero na sordidez pode ser contraproducente, por fazê-los perder votos, mas principalmente por estimular a mobilização dos setores democráticos e progressistas contra a volta da TFP, Opus Dei e CCC.

Sobre o tema do aborto, aliás, a campanha deve sustentar tranquilamente o que foi inscrito no Tribunal Superior Eleitoral, a saber: Promover a saúde da mulher, os direitos sexuais e direitos reprodutivos. O Estado brasileiro reafirmará o direito das mulheres ao aborto nos casos já estabelecidos pela legislação vigente, dentro de um conceito de saúde pública. Como disse a candidata no debate da Band, entre prender e tratar, ela prefere tratar.

Olhando o conjunto da situação, não há como não recordar certo bordão: a burguesia nunca nos falta. E, como de outras vezes, está nos obrigando a politizar, polarizar e mobilizar a base política e social que apóia o governo Lula e a candidatura Dilma, em defesa do que fizemos, mas principalmente do que faremos.

Comparar os governos FHC e Lula e confrontar os dois projetos que estão em disputa: passada a confusão dos primeiros dias, esta vem sendo a linha de campanha no segundo turno, como ficou visível no debate da Band e no horário eleitoral gratuito.

Não se trata, portanto, de mudar de opinião sobre nada; do que precisamos, simplesmente, é colocar em pauta, no centro do debate, o que realmente interessa: o futuro do povo brasileiro.


Valter Pomar é secretário de relações internacionais do Partido dos Trabalhadores

Dilma aponta as falhas da gestão de Serra em SP








O debate da Rede TV/Folha de São Paulo foi marcado pelo confronto dos projetos do PT e do PSDB. Com firmeza, a candidata Dilma Rousseff impôs a realidade ao adversário tucano que tentou a todo custo fugir das comparações.

“Ele [Serra] não quer que eu compare com o governo dele em São Paulo nem com o do governo Fernando Henrique, que também é dele. Ele quer falar e fazer promessas sem que a gente compare”, observou Dilma.

Assista aqui aos trechos do debate na Rede TV! em que Dilma aponta os erros de gestão do governo de São Paulo.

Por diversas vezes durante o debate, o candidato José Serra tentou se livrar das críticas à má gestão tucana no estado dizendo que Dilma atacava os paulistas. A petista pediu por mais de uma vez que ele parasse de usar a “soberba”, evitando respostas e tentando colocá-la contra os paulistas

Na educação, por exemplo, Dilma citou a precariedade do ensino no estado de São Paulo, onde metade dos 218 mil professores não tem vínculo formal. “São aqueles que giram de escola para escola. Temos de dar plano de carreira, salários dignos, respeito e formação continuada aos professores, e não tratá-los com cassetete”, disse Dilma, se referindo à greve da categoria em março deste ano que terminou em confronto com a polícia.

Escolas técnicas

Dilma lembrou a ausência de investimentos no ensino técnico no governo de Fernando Henrique Cardoso. Já o presidente Lula, afirmou, vai encerrar seu governo com a construção de 214 escolas técnicas.

Segundo Dilma, no governo do PSDB, uma lei impôs aos municípios o custeio das escolas técnicas. Sem dinheiro para arcar com os altos custos da manutenção e sem apoio do governo federal, as prefeituras deixaram de lado o ensino profissionalizante.

“Nós mudamos a lei e passamos a investir, assegurando a formação e a qualificação profissional. O que vai melhorar a qualidade da mão de obra é escola profissionalizante espalhada pelo Brasil.”

Combate à corrupção

Enquanto Dilma manifestou sua indignação pelas denúncias de tráfico de influência na Casa Civil, José Serra não esclareceu a acusação de que o ex-diretor de engenharia da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A) Paulo Vieira de Souza, conhecido por Paulo Preto, teria envolvimento com desvios de recursos destinados às obras do Rodoanel.

A denúncia contra o assessor subordinado a José Serra veio à tona com a Operação Castelo de Areia, da Polícia Federal. “Nós temos uma diferença. Nós investigamos. O candidato Serra esquece que o senhor Paulo Vieira de Souza está envolvido na Operação Castelo de Areia, que envolve as obras do rodoanel”, ressaltou Dilma.

Paulo Vieira de Souza também é acusado do desvio de R$ 4 milhões da campanha tucana, não contabilizados nas contas do PSDB.

Segurança Pública

A candidata também questionou o abandono da política de segurança pública de São Paulo, que não conseguiu acabar com a Cracolândia ou derrotar a facção criminosa chamada de PCC (Primeiro Comando da Capital).

“Meu compromisso é livrar São Paulo do PCC. Nós sabemos o que representou o abandono da política de segurança pública com o PCC dominando o tráfico a partir das prisões”, disse Dilma.

Ela alertou ainda que, como prefeito e governador de São Paulo, José Serra não resolveu o problema da Cracolândia, conhecido local no centro de São Paulo dominado por usuários de crack. “A população de São Paulo conhece a Cracolândia. Não há uma política antidroga efetiva. Sabe onde colocamos o nosso dinheiro? Nós elevamos o gasto com a Polícia Federal que combate droga no Brasil fazendo apreensões sistemáticas”, disse Dilma.

Para a candidata, as administrações do candidato Serra são marcadas por programas pilotos, que atendem pouquíssimas pessoas. “Pouco para poucos. Nós fazemos muito para muitos.”

Saúde

O governo de São Paulo, na gestão Serra, tampouco repassou recursos para o custeio do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel) nos municípios do estado. Segundo ela, para a manutenção do serviço, o governo federal paga a metade dos custos, enquanto a outra metade deveria ser dividida entre governo estadual e prefeitura.

“O senhor se recusou a pagar o custeio, jogando para os municípios. Só aqui em São Paulo vocês não pagam e oneram os municípios”, cobrou a candidata.

Para Dilma, esta postura do ex-governador revela pretensão. ”A gente não pode ser pretensioso e achar que é dono do mundo. Nós temos uma parceria muito boa com o governo do Rio de Janeiro na Rede Cegonha, com maternidades de baixo e alto risco e clínicas da mulher, que oferecem acompanhamento integral às mães e aos bebês.”

Privatizações

Serra também foi cobrado pela tentativa de barrar a compra, pela Petrobras, da Gas Brasiliano, fornecedora de gás natural no interior de São Paulo, mas não deu explicações. Embora a estatal tenha oferecido o melhor preço, o governo paulista de José Serra recorreu ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) contra a operação, o que poderia beneficiar uma empresa japonesa.

“O preço oferecido pela Petrobras era maior, mas preferem uma empresa estrangeira a Petrobras”, concluiu Dilma.

O candidato do PSDB tampouco respondeu se manteria as estatais Eletrobras, Chesf, Furnas, Eletrosul e Eletronorte fora do processo de privatização. Como ministro do Planejamento do governo de Fernando Henrique Cardoso, ele assinou o decreto que previa a venda dessas empresas.


Fonte: www.dilma13.com.br

Dia do Professor: em peso, categoria declara apoio em Dilma


Candidata lança Programa de Governo e recebe profissionais da educação e estudantes. “Respeito é diálogo, e não cassetete”, disse Dilma, em referência à política tucana no estado.

Fonte: www. Pt-sp.org.br
por Leandro Rodrigues


Nesta sexta-feira (15), em que se comemora o Dia dos Professores, a candidata à Presidência da República, Dilma Rousseff, apresentou em São Paulo os tópicos sobre Educação, Juventude, Ciência e Tecnologia de seu Programa de Governo. O apoio de filósofos, cientistas, intelectuais, estudantes e diversos profissionais da educação lotou o Palácio dos Trabalhadores. “No meu governo, assim como foi no do Lula, será tudo para todos”, disse Dilma ao se comprometer com a qualidade de ensino desde a creche. O ato também homenageou o educador Paulo Freire, na presença de sua viúva, Ana Maria Freire.

“O que importa num governo é saber para quem se governa. E nós governamos para 190 milhões de brasileiros”, afirmou a candidata, que reiterou a visão de ensino implantada no Governo Lula: “Nós acabamos como sucateamento da educação e com uma oposição falsa, que fragmentou o ensino no Brasil”.

Dilma garante que não há qualidade de ensino sem a devida valorização dos professores, com aumentos de salário, planos de carreira e abertura para o diálogo com a categoria. “Ninguém se motiva sem investimento. Tem que haver respeito e diálogo, e não cassetete. O diálogo é a prova de que a democracia está viva”, disse a candidata, em resposta às reclamações de diversos profissionais sobre o tratamento e a recepção do Governo Serra, em São Paulo. “Na política de valorização do salário mínimo, a CUT e a Força Sindical participaram conosco desse processo”, acrescentou.

O discurso de Dilma apresentou todos os tópicos de forma harmoniosa, mostrando a ligação direta entre eles para o desenvolvimento de todos. “O Brasil precisa de cientistas e tecnólogos, portanto, o investimento em formação de Ciência e Tecnologia deve ser pensado desde o ensino médio. Isso é parar de ver o jovem como o futuro do Brasil, pois o jovem é o presente”, disse a candidata seguida por gritos de ordem animados por diversos grupos de militância juvenil: “A juventude, já decidiu. Agora é Dilma presidente do Brasil!”, “Dilma, guerreira, da pátria brasileira!”, entre outros.


“Viva Paulo Freire!”

“Ele está lá no céu, olhando por nós e lavando você a ser a presidenta da República de um país”, disse Ana Maria Freire à Dilma Rousseff, numa emocionada fala em homenagem ao educador.

Ana Maria relatou que, no último dia 3, durante a votação do primeiro turno, chorou ao ver a foto da candidata na urna. “Quando vi a tua carinha lá comecei a chorar. Chorei porque é a primeira vez que eu estou votando numa presidenta, num país que alcançou a liberdade e a democracia tão sonhada”, disse a esposa de Paulo Freire, que lamentou a campanha de baixaras e boatos propagada pelos adversários: “Vimos ressurgir o ódio e o país se dividiu entre os de bem e os de mal. Então, se vamos dividir, nós somos o de bem, sim! [...] Serra serve à elite e desserve ao povo”.

A também educadora fez ainda uma reivindicação em respeito à memória e ao trabalho de Freire. “Pela primeira vez, desde os anos 80, livros de autoria do Paulo Freire não são exigidos em concursos públicos para professores de São Paulo. Serra tirou todos”.

Estiveram presentes no ato a filósofa Marilena Chauí, o neurocientista Miguel Nicolelis, diretores de entidades sindicais e estudantes, os senadores Aloizio Mercadante, Marta Suplicy e Eduardo Suplicy, o presidente estadual do PT, Edinho Silva, e diversos deputados estaduais e federais.