domingo, 8 de maio de 2011

Ministro da Saúde defende a ampliação do diálogo para a consolidação do SUS

No encontro, que reuniu mais de 500 pessoas dos três segmentos, na noite de sexta (6/5), o ministro Alexandre Padilha ouviu propostas e comentou os desafios para evitar “um apartheid de quem tem plano de saúde e quem não tem”.

Por Cecilia Figueiredo
Fonte: www.pt-sp.org.br

Vitalidade e energia militante. Foram as características centrais do encontro entre petistas e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, na noite de sexta-feira (6/5), no encontro promovido pelo Diretório Estadual do PT-SP, na capital paulista.

Cerca de 500 pessoas lotaram o auditório do Sindicato dos Engenheiros na atividade que durante cinco horas debateu o modelo de gestão, os problemas na relação com o Estado de São Paulo, o desmonte do Sistema Único de Saúde pelos governos do PSDB/DEM/PSD, controle social e a política de saúde pública do Ministério em São Paulo.

Parlamentares, ativistas dos mais variados movimentos sociais e segmentos da saúde, relataram a terceirização dos serviços em São Paulo, o repasse de leitos públicos para convênios e particulares, filas, o crescimento de epidemias no Estado, falta de diálogo, a desvalorização dos servidores e o impedimento dos conselhos exercerem o controle dos investimentos no setor na capital e estado.

Um documento, produzido pelos movimentos que integram o Setorial da Saúde do PT-SP, foi entregue ao ministro da Saúde. Dentre as solicitações, os ativistas denunciam que os governos municipal e estadual não cumprem a Emenda Constitucional 29 de 2000, que define os percentuais que cada ente deve destinar à saúde pública. Em nove anos, R$ 4,5 bilhões deixaram de ser aplicados na área. “Uma auditoria do DenaSus, feita em 2009, revelou que entre os anos de 2006 e 2007 não foram aplicados R$ 2,1 bilhões”, frisa um dos trechos da pauta.

Desafios
Dezenas de lideranças denunciaram durante a plenária a precarização do serviços de saúde, produzida pela gestão terceirizada às Organizações Sociais, a desvalorização dos servidores e o desmonte do SUS em São Paulo. As OSs têm o controle de 30 hospitais, 37 ambulatórios médicos de especialidades (AMEs), central de regulação de vagas e exames.

Gestores municipais acrescentaram que o Estado de São Paulo é ausente na participação do financiamento dos programas federais: Estratégia Saúde da Família (ESF), Brasil Sorridente, Centro de Atenção Psicossocial (Caps), Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) e Unidade de Pronto-Atendimento (UPA).

Dentre as propostas entregues ao ministro, o movimento enfatizou a regulamentação da Proposta de Emenda Constitucional 29, para o financiamento do sistema, com a priorização de contrapartidas do Estado para áreas de estrangulamento, como atenção básica e média complexidade. Segundo eles, o plano de valorização da carreira deve ser parte do Pacto pelo SUS e regulamentação da PEC 29. Medidas de qualificação dos servidores da saúde e alternativas à falta de profissionais em algumas especialidades, como pediatria, clínico-geral, também integram o conteúdo da discussão.

“Queremos a efetivação do Programa de Atenção Integral à Saúde da Mulher. Uma saúde não fragmentada, que as mulheres sejam tratadas de forma integral. Queremos políticas de Estado, acabar com a mortalidade materna, avançar no debate da descriminalização do aborto”, pontuou Sonia Coelho, da Marcha Mundial de Mulheres.

O atraso de mais de duas horas do ministro Alexandre Padilha, ocasionado pelo vôo que o trouxe de Recife (PE), onde anunciava numa atividade a construção de cinco maternidades, não desmobilizou o plenário. Aplaudido em sua chegada, o ministro se sentou à mesa e ouviu com atenção as demandas, desafios e propostas no encontro que reuniu representantes de usuários, gestores/as e trabalhadores/as.

Ao elogiar a determinação militante dos petistas na discussão, que integra a série de debates que o PT Estadual vem promovendo com os ministros do governo Dilma, o ministro Alexandre Padilha afirmou que o Sistema Único de Saúde se consolidará somente no interior de uma aliança da sociedade brasileira. “Ou nós avançamos para a consolidação do sistema ou iremos intensificar a separação, um verdadeiro apartheid de quem tem plano de saúde e quem não tem”, vaticinou, ao alertar que existem 45 milhões de pessoas com plano médico e 14 milhões com plano odontológico. “Corresponde a uma Inglaterra inteira”.

Na avaliação do secretário de saúde da CUT/SP, Luiz Antonio Queiroz, o fortalecimento do SUS passa por intensificar o debate e apoio no movimento sindical e movimentos sociais já que as OSS significam a representação de empresas gerindo a saúde pública, com o repasse do dinheiro público mal investido. “Os ataques midiáticos acentuam pontos negativos da saúde pública e escondem os positivos. É preciso desmontar esse ataque e revelar que as OSs custam 50% mais caro que os hospitais públicos”, reforçou.

O presidente estadual do PT-SP, deputado estadual Edinho Silva, afirmou que defender SUS é defender a cidadania. “Porém, não podemos apenas ficar nas denúncias, é preciso apresentar soluções para os problemas do SUS. Esse é o desafio do nosso Partido”, defendeu o presidente do PT-SP, ao elogiar a vinda do ministro para debater um assunto que é sensível para a sociedade e que possibilita ao Partido fazer a afirmação do sistema público e universal na área da saúde.

Em sua intervenção, Edinho pontuou como desafios a necessidade de rever o teto financeiro, a vacância de médicos nos concursos das cidades do interior, que exigirá um enfrentamento com o CRM, ter o controle da contratualização com hospitais filantrópicos, estabelecendo indicadores e metas, abandonar a ideologização do debate para a construção de uma agenda para o fortalecimento do SUS.

O vereador Antonio Donato, presidente do Diretório Municipal do PT de São Paulo, que passou pouco antes no evento, parabenizou a iniciativa e convidou para o encontro que está sendo organizado para este mês com os conselheiros municipais e locais para debater essa agenda conjunta, que na cidade inclui os três hospitais anunciados pelo prefeito Kassab que não serão construídos, a transferência de quase R$ 2 bilhões/ano às OSs sem controle social, o fechamento do Hospital Sorocabana, que recebe recursos do SUS.

Diálogo com a sociedade
Para enfrentar os inúmeros desafios que estão postos, Padilha acredita que a 14a Conferência Nacional de Saúde, prevista para ocorrer em dezembro deste ano, deve atrair nas etapas municipais e estaduais o diálogo com os mais variados setores da sociedade, para que o conjunto da sociedade entenda a saúde como estratégico para o crescimento do País e garanta o que é fundamental para o país. “Esse país só será grande, crescendo economia, gerando empregos e forte, se o sistema estiver forte e consolidado. Não é possível ser a quinta economia do mundo sem aproveitar ao máximo o potencial do setor econômico que mais investe em inovação e desenvolvimento tecnológico, que é a Saúde”, reforçou ao citar números assegurados pelo sistema, que realiza 21 mil transplantes e 3,5 milhões de consultas a cada ano. “Não existe no mundo um sistema universal público como o SUS, portanto há que ter uma política de Estado para o financiamento da saúde. Tem que ser uma regra estável, por meio da regulamentação da Emenda Constitucional 29. A saúde necessita de regra estável que indique quanto União, estados e municípios tem que colocar e precisamos de recursos crescentes correspondente ao crescimento da economia, para que possamos chegar a patamares semelhantes à saúde suplementar no Brasil ou mesmo com outros países que tem sistemas nacionais de saúde”.

Ele não crê que mudará a percepção da área ante à população sem a qualificação das portas de entrada do SUS, da unidade básica de saúde à urgência e emergência, para garantir a universalidade do acesso, mas salientou a necessidade de repensar normas construídas nos anos 1970, que não dialogam com o conjunto da população. Assim como a quantidade de profissionais, humanizar o atendimento, combinar formas de gestão, pela heterogeneidade do país, sem abrir mão do controle público. Ele também valorizou a parceria com os municípios, para o grande embate que há com o governo do Estado, para reconstruir aliança com o usuário e o fortalecimento do sistema.

Políticas do Ministério da Saúde
Sobre as ações que estão sendo planejadas, será pactuado em maio com secretários municipais e estaduais na Comissão Tripartite, uma política de urgência/emergência, a partir dos 230 prontos-socorros mais importantes do país, os 50 hospitais universitários federais e tem uma rede de hospitais federais no Rio de Janeiro. A saúde da pessoa idosa, a ampliação da Rede Cegonha, o reconhecimento de doulas, obsterizes e parteiras, além da ampliação da saúde mental foram comentadas. O ministro disse ainda que está sendo elaborada uma pesquisa sobre o crack para planejar ações adequadas. Ele defendeu o estabelecimento de indicadores e metas para otimização serviços, a fiscalização, o investimento na qualidade de profissionais, mas também na quantidade.

“O Brasil hoje tem 1,6 médico por mil habitantes. A Inglaterra tem 2,5. Espanha tem 4, o Canadá tem 3 por mil habitantes. Quem disse que o Brasil não tem de formar médicos. Mas é claro que tem regiões que extrapolam a média do Estado”, comparou.
Para os estudantes brasileiros que estão fazendo Medicina em outros países, o ministro disse que no segundo semestre já será aplicado um novo exame nacional, substituindo a dependência de algumas instituições que faziam o exame anteriormente. “A ideia do exame nacional é importante para não ficar refém de instituições de ensino locais e rever o critério para ter uma nota de corte mais adequada a avaliar a qualidade do profissional. Esse exame vai ocorrer no segundo semestre, todo mundo que se formou fora do país pode prestar e essa será uma forma positiva de trazer esses profissionais que querem trabalhar no Brasil para que eles tenham os seus diplomas validados”, esclareceu o ministro, ao citar ainda a experiências com universidades estaduais de aprimoramento já em serviço de jovens que tenham estudado fora do Brasil.

Ao alertar que o Brasil tem que pensar quantos profissionais precisará em 2020, um debate que não implica em abertura indiscriminada de universidades, no incentivo à disputa do mercado e nem de respostas únicas, mas de diretrizes que estão sendo pensadas para respeitar a diversidade do território nacional. “Temos que fazer um grande debate entre modelo de gestão e de contratação. Travar esse debate no Congresso Nacional, como foi feito há quatro anos permitiu o aumento de fundações, das OSs”.

No encerramento, ele orientou que é preciso pensar modelos, que afirma a gestão pública do SUS. “A opinião de cada um dos representantes é decisiva para acertar os rumos da política do Ministério da Saúde ”

A mesa do encontro mediada pelo coordenador do Setorial de Saúde, Eurípedes B. Carvalho, reuniu também a assessora do ministro da Saúde, Eliane Cruz, os prefeitos Milton Carlos de Mello "Tupã”(Presidente Prudente), Augusto Pereira (Santo Antonio do Pinhal), os secretários do PT-SP, Wellington Diniz (Movimentos Populares) e Iduigues F. Martins (Assuntos Institucionais), a secretária-geral Silvana Donatti, o senador Eduardo Suplicy, os deputados federais Antonio Mentor e José Filippi; os deputados estaduais Marcos Martins e Adriano Diogo.

Representantes das bancadas de vereadores da capital e interior, deputados federais, estaduais, secretários/as municipais de saúde, além de lideranças de conselhos de profissionais, sindicatos, conselhos locais, entidades, associações e estudantes também participaram do encontro com o ministro, encerrado por volta das 23h.

sábado, 7 de maio de 2011

Conferência nacional de juventude já tem regimento interno oficial

Por Macro ABC

A primeira reunião da Comissão Nacional Organizadora (CON) da II Conferência Nacional de Juventude foi marcada pela assinatura da portaria do Regimento Interno da Conferência pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto de Carvalho.





















Em visita breve, o Ministro aproveitou para saldar e agradecer os participantes da Comissão pelo compromisso assumido com o processo da Conferência. O Documento foi publicado nesta quinta-feira (5) no Diário Oficial da União.


A Comissão, composta por 15 membros da sociedade civil do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve) e 18 membros do poder público. O encontro foi dirigido pela coordenadora geral da Conferência, Ângela Guimarães, e teve como primeiro ponto de pauta o debate sobre a temática da Conferência. A proposta é que a discussão gire em torno da aprovação do Plano Nacional e do Estatuto da Juventude, marcos legais em tramitação no Congresso.

Segundo o deputado federal Reginaldo Lopes (PT/MG), que participa da Comissão pela Frente Parlamentar da Juventude da Câmara Federal, mesmo que o Plano seja aprovado pela Câmara antes do término da Conferência, vale a pena a discussão que poderá modificar o documento que ainda será avaliado pelo Senado Federal.

A pauta da reunião seguiu com os informes sobre as ações da Secretaria Nacional de Juventude em relação à estrutura da Conferência e a escolha do Comitê Executivo, formado por 6 membros da Comissão Organizadora Nacional e que assumirá as ações mais práticas para o funcionamento da Conferência, além das decisões emergenciais. Compõe o Comitê 3 membros da Secretaria Nacional de Juventude e 3 membros do Conjuve.

A reunião terminou com a aprovação da primeira resolução da Comissão que versa sobre o funcionamento das etapas estaduais da Conferência. A resolução indica normas para facilitar os eventos estaduais e a escolha dos representantes nos Estados.



Encontro da Macrorregião

Por PT Macro Osasco



Encontro da Macrorregião Osasco, sábado, 28 de Maio de 2011

Local: Inst.Casa da Gente – R. do Bosque, 50 – Cohab II - Carapicuíba

Horário: 08:h as 18:h


Programação:


08:00hs as 09:00hs – Café da manhã;

09:00hs as 09:30hs – Saudação e Informes;

09:30hs as 11:00hs – Conjuntura Nacional e Estadual;

11:00hs as 13:00hs – Reforma do Estatuto;

13:00hs as 14:00hs – Almoço / Lanche;

14:00hs as 16:00hs – Diagnóstico Político da Macro e Eleição 2012;

16:00hs as 18:00hs Reforma Política;

18:00hs – Eleição dos Delegados.


Critério estipulado pela executiva da macro:


1) Das 08:00hs as 11:00hs – Credenciamento dos Delegados (titulares)

2) Das 11:00hs as 12:00hs – Credenciamento dos Suplentes

3) Será cobrada uma taxa no valor de R$ 5,00 (cinco reais) por delegado, convidado ou visitante.

O mesmo se faz necessário para cobrir despesas com café da manha, almoço e outros;

4) Cada mesa será composta com três Palestrantes, cada um com um tempo de fala de 10 minutos.

Abriremos 10 intervenções para o Plenário que será escolhido por meio de sorteio;

6) O Café da manhã será servido das 08:00hs as 09:00hs. Sendo que as 09:00hs e 01 minuto o mesmo será retirado para não causar tumulto e não atrapalhar os trabalhos do Seminário;

7) As 09:00hs e 01 minuto os trabalhos serão iniciados (sem atraso), diante disso solicito aos Palestrantes e Delegados que não atrasem , isso é essencial para obtermos uma disciplina Partidária.


Saudações Petistas.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Osasco: Congresso Brasileiro de Teatro realizado após 32 anos


Além do resgate histórico do Congresso de Arcozelo, realizado em 1979, em plena ditadura militar, o CTB 2011 propiciou o encontro e a discussão de cerca de 300 pessoas de várias partes do país sobre as demandas de artistas, o papel do teatro de rua, além de propor o 27 de março, como Dia Nacional de Mobilização do Teatro.

Por Claudio Motta Jr. e Elineudo Meira

O dia 27 de março poderá se tornar em breve o Dia Nacional de Mobilização do Teatro. Esta é a disposição das mais de 300 pessoas que se reuniram em Osasco, no final do mês passado, para discutir o teatro brasileiro no Congresso Brasileiro de Teatro (CBT).

Realizado 32 anos após o último grande encontro da classe teatral, a iniciativa foi promovida numa parceria da Secretaria da Cultura com a Cooperativa Paulista de Teatro e a Rede Brasileira de Teatro de Rua, nos dias 26 e 27 de março, no Centro de Formação de Profissionais da Educação Profª. Águeda Thereza Binotti.

O evento buscou estabelecer plataformas de diálogos, ouvir propostas, reivindicações e promover um debate acerca da necessidade de implantação de um programa nacional de fomento ao teatro.

"Em nosso teatro, diante da natureza e da sociedade, que atitude produtiva podemos tomar para o prazer de todos nós, filhos de uma época científica?” A partir de questionamentos como este, que implicavam o dramaturgo alemão Bertolt Brecht, artistas de rua e dos palcos se reuniram em Osasco para discutir os rusmos do teatro brasileiro. O evento foi oportunidade também para rememorar o que representou o Congresso de Arcozelo, realizado durante o regime militar, em 1979, para o desenvolvimento das artes cênicas no Brasil.

Presidente da Cooperativa Paulista de Teatro, envolvido diretamente com a realização do Congresso, Ney Piacentini se emocionou ao falar sobre a disposição da Secretaria da Cultura de Osasco em realizar o evento: “é raro ter essa generosidade. É raro ter essa disposição. Eu já tinha me emocionado e me emociono de novo. É uma honra para nós, jovens que sonhavam fazer teatro, participar desse congresso.”

No encontro de representantes do teatro com algumas autoridades políticas, estavam presentes na conferência grandes nomes da dramaturgia e da gestão de políticas culturais, como a ex-secretária da cultura em Osasco e atual ministra da cultura Ana de Hollanda, o ator Antonio Grassi, atual presidente da Funarte – Fundação Nacional de Artes, o ator Sérgio Mamberti, atual secretário nacional de políticas culturais, o senador Eduardo Suplicy, o prefeito Emidio de Souza, o secretário da Cultura de Osasco Luciano Jurcovichi, o secretário da cultura de Joinville Silvestre Ferreira, a atriz Cristina Pereira e os diretores de teatro João das Neves, César Vieira, Luis Carlos Moreira e Zé Renato.

Durante a programação, representantes de movimentos, redes, cooperativas, associações, sindicatos, diretórios e centros acadêmicos, fóruns, grupos, companhias e outras entidades ligadas ao teatro, puderam discutir sobre os rumos, apresentar propostas e a pensar em novas ações de políticas públicas para a categoria.

Foram apresentadas ainda as necessidades e as dificuldades da classe artística para a criação e desenvolvimento do projeto do Prêmio Teatro Brasileiro.

O ProCultura - Programa de Fomento e Incentivo à Cultura – foi outro tema muito debatido durante o Congresso. Complexo, o programa está inserido no projeto de lei 6.722/2010 que substitui a Lei Rouanet e, em seu 66º artigo, institui a criação do Prêmio Teatro Brasileiro. Apesar do entusiasmo de alguns com relação ao programa, há ressalvas apontadas em seu texto. Piacentini, um dos principais críticos da proposta, avalia que o ProCultura dá continuidade ao sistema da renúncia fiscal, um mecanismo utilizado por empresas privadas para abater de seu imposto de renda o apoio e incentivo à cultura.

Depois de muitas divergências, propostas e encaminhamentos durante os debates, a conclusão dos participantes do Congresso resultou na Carta de Osasco, lida em público por Marília de Abreu, representante da `Cooperativa Brasiliense de Teatro e Circo. As resoluções do documento simbolizaram otimismo entre os presentes. Para a estudante maranhense Camila Grimal, a expectativa é “de que todos consigam efetivar aquilo que foi planejado durante o evento”.

Integrante da delegação do estado de Santa Catarina, a estudante e atriz de Florianópolis, Mariane Fairi avalia que o saldo do congresso é positivo e destacou a sua importância histórica. “Esse é um momento muito importante pra classe artística. Um momento muito definitivo que vai levar para um próximo congresso. Decisões muito importantes foram tomadas nesse congresso. O mais importante é o encaminhamento que ocorreu essa tarde, com a entrega da carta nas mãos da nossa ministra, Ana de Holanda”, avalia Mariane.

O prefeito Emidio de Souza e o secretário da Cultura, Luciano Jurcovichi, destacaram no encerramento a importância do evento para a história da cultura nacional e o teatro de rua, agradecendo a valorização da ministra Ana de Hollanda, que esteve presente no evento. “Ela já foi secretária da Cultura de Osasco e agora volta na condição de ministra da Cultura. Isso é motivo de muita honra e muito orgulho para nós”, declarou o secretário.

“Espero que o teatro brasileiro encontre no ministério da Cultura políticas adequadas para fazer esse teatro brigar cada vez mais e impedir que o teatro de rua seja reprimido. É o contrário: quando as ruas não conseguem ir para dentro dos teatros, são os teatros que devem ir para dentro das ruas e fazer valer aquilo que nós temos de rico”, acrescentou o prefeito de Osasco.

A ministra Ana de Hollanda falou sobre a importância do ProCultura, elogiou o encontro e admitiu estar bastante otimista quanto à aprovação do projeto de lei 6.722/2010. “Vim a Osasco participar desse Congresso, por gratidão. Devo muito a essa cidade. Aqui comecei a aprender o que é a gestão da Cultura. Foi aqui que aprendi como se faz cultura: é dialogando”.

Ana também defendeu o PL que assegura proteção aos artistas de rua: “Ainda bem que temos um projeto de lei. Espero que esse projeto do deputado Vicente Candido (PT-SP) para proteger, para garantir a continuidade, a existência e o trabalho do pessoal que faz teatro de rua, seja aprovado.”

Satisfeitos, o secretário de Políticas Culturais, Sérgio Mamberti, e o presidente da Funarte, Antonio Grassi, afirmaram que o congresso é um indicativo do diálogo que o governo Federal pretende fomentar com a sociedade civil e com a classe artística. Grassi pediu que o próximo Congresso, marcado para abril de 2012, aconteça na sede da Funarte, em Brasília.


Colaborou Cintia Salles

Edição: Cecilia Figueiredo

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Pela Saúde: um 1° de maio para lembrar 28 de abril

Por Marcos Martins

O dia 28 de abril não foi escolhido por acaso. A data é conhecida internacionalmente como Dia Memorial dos Trabalhadores, um dia de alerta para os riscos de doenças e acidentes ainda hoje presentes no ambiente de trabalho, que anualmente vitima milhares de pessoas.


Pelo sexto ano consecutivo, acontece na Itália, em Casale Monferrato, nos dias 28 e 29 de abril, a jornada mundial das vítimas do amianto, um evento promovido pela Associação dos Familiares das Vítimas do Amianto de Casale (AFEVA). Este é o primeiro ano em que participo como convidado, para expor a experiência no combate ao amianto em São Paulo e no Brasil; sobretudo na consolidação da Lei 12.684/2007, de minha autoria, que proibiu o uso do amianto em nosso Estado. Simultaneamente à jornada, acontece também a conferência “Um Mundo sem Amianto”.

O dia 28 de abril não foi escolhido por acaso. A data é conhecida internacionalmente como Dia Memorial dos Trabalhadores, um dia de alerta para os riscos de doenças e acidentes ainda hoje presentes no ambiente de trabalho, que anualmente vitima milhares de pessoas.

Instituído também no Brasil por Lei Federal em 2005, o “28 de abril” nos propõe uma reflexão extremamente importante. Já vai longe o tempo em que a preocupação do movimento sindical e dos trabalhadores em geral tinha foco apenas nas questões econômicas e salariais. Nos últimos anos, o brasileiro começou a despertar para uma nova consciência de cidadania e justiça; uma que não tolera a displicência e omissão daqueles que detêm o capital e os meios de produção em prejuízo dos trabalhadores.

A vivência sindical e a prioridade à saúde me levaram, inclusive, a propor o Projeto de Lei nº 485, de 2009, já aprovado e sancionado, que instituiu o “Dia do Cipeiro”, através da Lei 14.012/2010. Uma forma valorizar, orientar e lembrar a importância desse trabalhador na manutenção da segurança e saúde dos colegas no ambiente de trabalho.

Ainda hoje, a presença do amianto em alguns destes ambiente é um exemplo do descaso do capital com o indivíduo. Uma herança de um tempo em que a sustentabilidade e ação social não faziam parte do ideal de desenvolvimento. Comprovadamente cancerígeno e causador de diversas doenças, já foi banido em diversas partes do mundo.

Suas vítimas, em número, gravidade e exemplo de luta e perseverança, personificam a essência do significado do 28 de abril. Uma data que, justa e convenientemente, está bem próxima do dia escolhido mundialmente para enaltecer e lembrar as vitórias e conquistas da classe trabalhadora, o dia 1° de Maio. Assim temos sempre presente a esperança de que, também esta vitória -- o banimento desse produto em todo o planeta -- comemoraremos em breve.

*Marcos Martins é deputado estadual pelo PT-SP

“Sim” vence e Embu das Artes já é nome oficial

Mais de 74 mil eleitores aprovaram a oficialização do nome artístico da cidade, no plebiscito que marca dez anos de gestão municipal democrática e popular

Por Imprensa Embu das Artes

O “sim” venceu e agora o nome oficial da cidade é Estância Turística de Embu das Artes. Com 66,48% dos votos válidos, 74.286 eleitores optaram pela alteração, ou, como diz o prefeito Chico Brito, pela oficialização do nome pelo qual o município é internacionalmente conhecido. O “não” ficou com 33,52% dos votos, opção de 37.463 pessoas.

O resultado positivo do plebiscito neste 1º de maio tem importantes significados para a cidade e sua população. A consulta popular conduzida pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) e encampada pelo governo municipal tornou-se um marco dos dez anos de gestão democrática e participativa na cidade.

Convocado a votar, o eleitorado de Embu compareceu às urnas em sua maioria, apesar do tempo reduzido de propaganda, determinada pelo TRE de 14 a 29 de abril. Segundo o Tribunal, a apuração terminou às 19 horas. Do total de 171.305 eleitores aptos a votar, 117.409 foram às urnas, ou 68,54%. O percentual de votos nulos foi de 2,8% e o de brancos 1,78%. A abstenção de 31,48% ficou na média de eleições plebiscitárias, ainda incomuns no Brasil.

A eleição fora do calendário eleitoral teve, segundo o prefeito Chico Brito, o mérito de confirmar o nome artístico já consolidado entre a população e pelo qual a cidade é internacionalmente conhecida. Associar o famoso sobrenome à identidade oficial do município era uma demanda feita ao prefeito pelos vários segmentos sociais locais, como artistas e artesãos, entidades e empresários.

Com a vitória do “sim”, é fortalecida a tradição artística e cultural de Embu, que nos anos 1960 criou uma das mais importantes feiras de artes e artesanato da América do Sul. A Feira de Embu das Artes atrai milhares de visitantes e turistas de todo o mundo aos fins de semana e feriados. A nova identidade valoriza a imagem da estância turística, no momento em que o Brasil se estrutura para a Copa 2014 e as Olimpíadas 2016. O sobrenome “das Artes” é também inédito entre os 5.565 municípios brasileiros.

De acordo com Chico Brito, a homologação do nome oficial de Embu das Artes será feita por meio do TRE-SP, que oficializará o resultado do plebiscito à Câmara Municipal, à Prefeitura e à Assembleia Legislativa até 12 de maio. O parlamento paulista votará em sessão plenária a homologação do nome “Embu das Artes” para posterior sanção do governador do Estado. Assim encerra-se um processo que os próprios deputados estaduais iniciaram ao aprovar em outubro de 2009 uma Proposta de Emenda Constitucional. A PEC alterou a Carta Magna paulista e levou à realização do plebiscito que, enfim, confirmou a identidade histórica de Embu das Artes.

Programa do Partido dos Trabalhadores 2011

Começam a ser veiculadas neste sábado (30), nas emissoras de rádio e de televisão, as inserções nacionais produzidas pelo Partido dos Trabalhadores, de acordo com a legislação eleitoral.

As inserções, com duração de 30 segundos, serão veiculadas também nos dias 3, 5 e 7 de maio.

Fonte: www.pt.org.br

Confira;