terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Com quase 1 milhão de votos Dilma vence na Macrorregião



A primeira mulher presidente do Brasil, Dilma Rousseff, venceu em 15 cidades das 19 que compõem a macrorregião. Obteve 995.291 votos, enquanto Serra obteve 742.488 votos.


União, garra, força, dedicação e os bons resultados dos governos petistas foram essenciais para a militância do PT da macrorregião de Osasco nas eleições 2010. O resultado de todo esse empenho foi visto nas urnas de toda a região. A Macro é composta por 19 cidades incluindo: Osasco, Carapicuíba, Barueri, Jandira, Itapevi, Cotia, Vargem Grande Paulista, Embu das Artes, Taboão da Serra, Itapecerica da Serra, Embu-Guaçu, Juquitiba, São Lourenço da Serra, Santana de Parnaíba, Pirapora do Bom Jesus, Cajamar, Franco da Rocha, Francisco Morato e Caieiras. A primeira mulher presidente do Brasil, Dilma Rousseff, venceu em 15 das 19 cidades no segundo turno. Perdeu apenas em 4 municípios, mesmo assim, com uma margem apertada. Em Vargem Grande Paulista, São Lourenço da Serra e Santana do Parnaíba, nossa candidata perdeu com menos de mil votos de diferença. Já em Juquitiba, a diferença atingiu um pouco mais de mil votos.



Comparação da candidata Dilma - Presidente no primeiro e segundo turno das eleições 2010 - Macrorregião Osasco - Fonte: TSE

CIDADE

1 Turno

2 Turno

Barueri

68.523

86.635

Caieiras

19.996

24.685

Cajamar

18.645

21.675

Carapicuiba

104.006

122.833

Cotia

44.956

53.800

Embu das Artes

66.428

76.563

Embu-Guaçu

16.990

19.381

Franco da Rocha

35.221

41.983

Francisco Morato

45.054

51.461

Itapecerica da Serra

40.688

47.185

Itapevi

54.573

65.058

Jandira

27.291

31.933

Juquitiba

6.389

7.006

Osasco

182.365

221.584

Pirapora

3.401

4.043

Santana de Parnaiba

20.486

25.003

São Lourenço da Serra

3.052

3.550

Taboão da Serra

64.975

79.126

Vargem Grande

9.922

11.787

MACRO OSASCO

832.961

995.291

ESTADO DE SÃO PAULO

8.740.949

10.462.447

BRASIL

47.651.434

55.752.529

Leia na íntegra a entrevista de Dilma ao The Washington Pos






Uma das principais publicações do mundo, o jornal norteamericano traz na edição deste domingo (5) entrevista exclusiva com a brasileira, eleita presidenta do país no dia 30 de outubro. Do TWP, Dilma fala sobre direitos humanos, economia, relação entre entre Brasil e Irã e as expectativas para os próximos quatro anos.

Por www.dilma.com.br, editado por Leandro Rodrigues
Segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Em entrevista ao jornal norteamericano The Washington Post , a presidente eleita, Dilma Rousseff, afirmou discordar da abstenção do Brasil em votação na ONU de uma resolução que condena violações de direitos humanos no Irã. “Minha posição não mudará quando eu assumir o cargo. Não concordo com a forma como o Brasil votou. Não é a minha posição”, afirmou para o diário publicado neste domingo (5).

A resolução a que se refere foi votada e aprovada na Assembleia-Geral das Nações Unidas há duas semanas. O texto cita preocupação com casos de tortura, alta incidência de penas de morte, violência contra mulheres e perseguição a minorias étnicas e religiosas. Foram 80 votos a favor da resolução da ONU, 44 contra e 57 abstenções. Além do Brasil, se abstiveram Índia, África do Sul e Egito.

“Não sou a presidente do Brasil [hoje], mas me sentiria desconfortável, como uma mulher eleita presidente, em não dizer nada contra o apedrejamento”, disse Dilma. O tema do apedrejamento está na pauta internacional desde que a iraniana Sakineh Ashtiani foi condenada à morte por supostamente ter cometido adultério. Entidades de direitos humanos dizem que ela foi forçada a confessar o suposto crime.

“Eu não concordo com práticas que tenham características medievais [no que diz respeito] às mulheres. Não há nuances. Não farei nenhuma concessão nesse assunto”, afirmou Dilma.

Na semana de sua eleição, Dilma já havia afirmado que se opunha à decisão do governo do Irã. “Eu sou radicalmente contra o apedrejamento da iraniana. Não tenho status oficial para fazer isso, mas externo que acho uma coisa muito bárbara o apedrejamento da Sakineh”.

Apesar das críticas, Dilma defendeu a atuação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na questão iraniana e disse que ele sempre atuou em prol dos direitos humanos. “Lula tem o seu próprio histórico. Ele é um presidente que advogou pelos direitos humanos, um presidente que sempre advogou pela construção da paz”.


Economia

A presidente eleita afirmou que pretende diminuir o déficit público e reduzir a relação dívida/PIB para 30% - hoje está na casa dos 42%. “Preciso racionalizar o gasto e, ao mesmo tempo, ter um crescimento do PIB que leve o país adiante”. Questionada sobre o que entende por “racionalizar os gastos”, disse: “Não temos que cortar gastos do governo. Vamos cortar despesas, mas continuar a crescer”.

Dilma comparou sua eleição à de Barack Obama. “Pode ser muito difícil eleger um presidente negro nos EUA, como foi muito difícil eleger uma mulher no Brasil”. Ela voltou a afirmar que pretende visitar Obama nos dias seguintes à sua posse e informou que o americano foi convidado informalmente a visitar o Brasil.

Leia a entrevista na íntegra e traduzida:


NO BRASIL, DE PRISIONEIRA À PRESIDENTA
Por Lally Weymouth, editora-sênior do The Washington Post, especialmente enviada à Brasília

Quatro semanas atrás, os brasileiros elegeram seu primeiro presidente do sexo feminino – Dilma Rousseff, a candidata escolhida por Luiz Incio Lula da Silva, o popular presidente do Brasil, que está de saída. Dilma Rousseff chega ao poder com um percurso incomum: ela lutou na década de 1960 contra o regime militar que então governava o país, foi presa e torturada entre 1970 e 1972.

Começou na política local e entrou para o governo Lula, em 2002, como ministra de Minas e Energia, tornando-se sua chefe de gabinete. Em 02 de dezembro, em sua primeira entrevista longa desde a eleição, Dilma Rousseff falou sobre seus planos para os próximos quatro anos. Confira:

The Washington Post: Ter sido uma presa política lhe dá mais simpatia por outros presos políticos?

Dilma Rousseff: Não há dúvida sobre isso. Devido ao fato de que eu experimentei pessoalmente a situação de um preso político, eu tenho um compromisso histórico para todos aqueles que foram ou estão presos apenas porque expressa seus pontos de vista, a opinião pública, suas próprias opiniões.

TWP: Então, isso afetará sua política em relação ao Irã, por exemplo? Por que o Brasil apoia um país que permite que as pessoas sejam apedrejadas e prende jornalistas?

DR: Creio que seja necessário fazer uma diferenciação [no que queremos dizer quando nos referimos ao Irã]. Eu considero [importante], uma estratégia de construção da paz no Oriente Médio. O que vemos no Oriente Médio é a falência de uma política. Exemplo do Afeganistão e do desastre que foi a invasão do Iraque. Nós não conseguimos construir a paz, e nem conseguimos resolver os problemas do Iraque. Hoje o Iraque está em guerra civil. Todo dia, soldados de ambos os lados morrem. Tentar construir a paz e não estimular a guerra é o melhor caminho.

Mas eu não endosso o apedrejamento. Eu não concordo com as práticas que têm características medievais contra as mulheres. Não há nuances, não vou fazer quaisquer concessões a esse respeito.

TWP: O Brasil se absteve de votar sobre a recente resolução sobre os direitos humanos da ONU.

DR: Eu ainda não sou a presidenta do Brasil, mas eu me sentiria desconfortável, como uma mulher presidente eleita, em não dizer nada contra o apedrejamento. Minha posição não vai mudar quando eu tomar posse. Eu não concordo com a maneira como o Brasil votou. Não é minha posição.

TWP: Muitos norte-americanos tinham a simpatia do povo iraniano que se levantaram nas ruas. É por isso que eu quis saber se a sua posição sobre o Irã seria diferente do que seu atual presidente, que tem boas relações com o governo iraniano.

DR: O presidente Lula tem a sua própria reputação. Ele é um presidente que defendeu os direitos humanos, um presidente que sempre defendeu a construção da paz.

TWP: Como você vê a relação do Brasil com os Estados Unidos? Como você gostaria de vê-la evoluir?

DR: Considero a relação com os EUA muito importante para o Brasil. Vou tentar estreitar os laços com os EUA, eu tenho grande admiração para a eleição do presidente Obama. Eu acredito que os EUA, naquele momento, mostrou grande capacidade para mostrar que é uma grande nação, e surpreendeu o mundo. Pode ser muito difícil ser capaz de eleger um presidente negro nos os EUA, como foi muito difícil eleger uma mulher presidente do Brasil.

Eu acredito que os EUA tem uma grande contribuição a dar ao mundo. E acima de tudo, acredito que o Brasil e os EUA têm de desempenhar um papel em conjunto no mundo. Por exemplo, temos um grande potencial para trabalhar juntos na África, porque podemos construir uma parceria para disponibilizar tecnologias agrícolas, produção de biocombustíveis e ajuda humanitária em todos os campos.

Acredito também, neste momento de grande instabilidade devido à crise global, é fundamental que devemos encontrar maneiras que vão garantir a recuperação das economias dos países desenvolvidos, pois isso é fundamental para a estabilidade do mundo. Nenhum de nós no Brasil estará confortável se os EUA carrega altos índices de desemprego. A recuperação dos EUA é importante para o Brasil porque os EUA têm um mercado consumidor extraordinário. Hoje, o maior superávit comercial de os EUA está com o Brasil.

TWP: Você culpa que a flexibilização monetária [quantitative easing] por isso?

DR: A flexibilização monetária é um fato que nos preocupa muito porque isso significa uma política de desvalorização do dólar, que tem efeitos sobre o nosso comércio exterior e também na desvalorização de nossas reservas de divisas, que são em dólares. Para nós, uma política de dólar fraco não é compatível com o papel que os EUA executa, devido ao fato de que a moeda dos EUA serve como uma reserva internacional. E uma política de desvalorização sistemática do dólar pode provocar reações de proteccionismo, que nunca é uma boa política a seguir.

TWP: Quando você planeja visitar os Estados Unidos? Eu sei que você foi convidada para vir antes de sua posse, em 1º de janeiro, mas você não pode.

DR: Eu não estou aceitando todos os convites que recebo. Eu não estou visitando todos os países estrangeiros. Eu tenho que montar o meu próprio governo. Eu tenho que nomear 37 ministros. Estou planejando visitar o presidente Barack Obama no primeiro dia após minha posse, se ele puder me receber.

TWP: E você vai convidar o presidente Barack Obama para vir ao Brasil?

DR: Já convidei informalmente, durante a reunião do G-20.

TWP: Existem preocupações na comunidade empresarial dos EUA sobre se o Brasil vai continuar no caminho econômico definido pelo presidente Lula.

DR: Não há dúvida sobre isso. Por quê? Porque, para nós esta foi a grande conquista do nosso país. Não é uma conquista de uma administração única - é uma conquista do Estado brasileiro, do povo de nosso país. O fato é que conseguimos controlar a inflação, ter um regime de câmbio flexível e da consolidação orçamental, tanto que hoje estamos entre os países no mundo que tem a menor relação dívida/ PIB. Além disso, temos um déficit não é muito significativo. Eu não quero me gabar, mas nós temos um déficit de 2,2 por cento. Pretendemos, nos próximos quatro anos reduzir relação dívida/ PIB e garantir essa estabilidade inflacionária.

TWP: Você já disse publicamente que gostaria de ver as taxas de juro diminuirem. Você vai cortar o orçamento ou reduzir o aumento anual dos gastos do governo?

DR: Não há nenhuma maneira de cortar as taxas de juros, a menos que você reduza seu déficit fiscal. Nós somos muito cautelosos. Nós temos um objetivo em mente: de que nossas taxas de juros sejam convergentes com as taxas de juros internacionais. Para conseguir chegar lá, uma das questões mais importantes é a redução da dívida pública. A outra questão importante é melhorar a competitividade da nossa produção e da agricultura. Também é muito importante que o Brasil racionalize o sistema fiscal.

Para abaixar as taxas de juro, você deve cortar gastos ou aumentar a economia doméstica.

Não dá pra esquecer o crescimento econômico. É necessário combinar muitas coisas.

TWP: Qual é seu projeto?

DR: Meu projeto é continuar a trajetória que temos seguido até hoje. Conseguimos reduzir nossa dívida de 60 por cento para 42 por cento. Nosso objetivo é chegar a 30 por cento do nosso PIB. Eu preciso racionalizar os gastos e, ao mesmo tempo, ter um aumento do nosso produto interno bruto, que conduzirá o país avançar.

TWP: E o que você quer dizer quando diz “racionalizar gastos”?

DR: Não estamos em uma depressão aqui. Nós não temos que cortar os gastos do governo. Nós vamos cortar despesas, mas continuam a crescer.

Estamos seguindo um caminho muito especial. Este é um momento em que o país está crescendo. Nós temos a estabilidade macroeconômica e, ao mesmo tempo, temos muito orgulho no fato de termos conseguido reduzir a extrema pobreza no Brasil.

Nós trouxemos 36 milhões de pessoas para a classe média. Retiramos 28 milhões da pobreza extrema. E como conseguimos isso? Com políticas de transferência de renda. O “Bolsa Família” é um dos principais exemplos.

TWP: Explique como funciona o “Bolsa Família”.

DR: Nós pagamos um salário, que é uma bolsa de renda para os mais pobres. Os beneficiados ganham um cartão para retirar o valor, mas têm duas obrigações para respeitar: devem colocar seus filhos na escola e provar que eles compareceram a 80% das aulas. Ao mesmo tempo, as crianças também devem receber todas as vacinas e sempre passar por avaliação médica. Este é um fator que foi responsável, mas não é o único.

Nós criamos 15 milhões de novos empregos durante a administração do presidente Lula. Só este ano já criamos 2 milhões.

TWP: Vocês está muito próxima ao presidente Lula. Você realmente vai ser diferente ou vai ser apenas uma continuação do seu antecessor?

DR: Eu acredito que o meu governo será diferente do presidente Lula. O governo do presidente Lula, o que eu fazia parte, construiu uma base a partir da qual vou avançar. Não vou repetir a sua administração, porque a situação no país hoje é muito melhor do que era em 2002. Eu tenho os programas governamentais em andamento, que eu ajudei a desenvolver, como o “Minha Casa, Minha Vida”, que é um programa de habitação.

Meus desafios são outros. Vou ter de resolver questões como a qualidade dos cuidados de saúde pública no Brasil. Vou ter que criar soluções para problemas de segurança pública.

O Brasil passou por mais de 30 anos sem investir uma quantidade suficiente em infraestrutura. O governo do presidente Lula começou a mudar isso. Eu tenho que resolver as questões rodoviárias no Brasil, as ferrovias, as rodovias, os portos e aeroportos.

E há uma boa notícia: descobrimos petróleo em águas profundas.

TWP: Você está sugerindo que essa descoberta irá financiar a infraestrutura?

DR: Criamos um Fundo Social que determina parte dos recursos do governo gerados pelo petróleo serão investidos em educação, saúde, ciência e tecnologia.

TWP: Você tem que preparar o país para a Copa do Mundo e as Olimpíadas.

DR: Sim, mas eu também tenho outro compromisso, que é acabar com a pobreza absoluta no Brasil. Nós ainda temos 14 milhões na pobreza. Esse é o meu grande desafio.

TWP: Todos os empresários que eu encontrei em São Paulo disseram que tinham que estar muito preparados para se encontrar com você, pois você está muito familiarizada com a maioria dos projetos.

DR: Sim, é verdade. Eu acho que é uma característica feminina. Nós apreciamos os detalhes. Os homens não.

TWP: O que significa para você ser a primeira mulher presidente do Brasil?

DR: Ainda penso que é surpreendente.

TWP: Quando você decidiu que queria ser presidenta?

DR: Esse foi um processo. Não há nenhuma data. Comecei a trabalhar com o presidente Lula, e ele começou a dar algumas indícios de que gostaria que eu concorresse à presidência, mas ele não foi claro sobre isso no começo. Foi uma grande honra para mim, mas eu não estava esperando por isso.

A partir do momento que ficou claro para mim que eu seria nomeada, há dois anos, eu sabia que tínhamos criado as condições adequadas para tornar possível e ganhar as eleições. O presidente Lula teve uma excelente administração e o povo brasileiro e reconheceu isso. Somos uma administração diferente - nós ouvimos o povo.

TWP: Você recentemente enfrentou um câncer.

DR: Sim, mas eu acredito que eu consegui lidar bem com isso. As pessoas têm que saber que o câncer pode ser curado. Quanto mais cedo você descobrir, maiores são suas possibilidades de cura. É por isso que a prevenção é importante...

Acredito que o Brasil estava preparado para eleger uma mulher. Por quê? Porque as mulheres brasileiras conquistaram isso. Eu não cheguei aqui sozinha, apenas pelos meus próprios méritos. Somos a maioria aqui neste país.

Clique aqui para ler o texto original, em inglês.

Uma nova história escrita pelo PT


O Partido dos Trabalhadores escreve mais um vez uma nova página na história do Brasil. Como em 2002, ano que a militância do PT saiu às ruas e elegeu o primeiro operário presidente da República, a militância e os filiados do PT não mediram esforços em 2010 para eleger Dilma Rousself, a primeira mulher presidenta do Brasil.

Além do simbolismo e a quebra de paradigmas que esta vitória representa, não pela disputa entre mulher versus homem, Dilma presidenta representa o enfrentamento ao discurso hegemônico carregado de preconceitos. A eleição dela também representa a continuidade de um programa que vem mudando a cara do Brasil.

Para entender melhor, neste pleito tivemos duas propostas claras: de um lado as transformações sociais nunca vistas em nosso país e do outro lado o retrocesso imposto pela ganância do capital e pelo acúmulo de riquezas em detrimento ao povo mais pobre.

Como se viu, venceu quem tirou milhões da miséria e incluiu outros milhões na nova classe média. Venceu quem criou milhões de empregos e que mudou a relação do Brasil perante ao mundo. Parafraseando Chico Buarque, “o Brasil hoje fala de igual para igual com qualquer nação e não fala fino com Whashigton e nem fala grosso com Bolívia e Paraguai”.

Em São Paulo não conquistamos o governo e por isso precisamos do governo federal para implantarmos nossos programas de transformações sociais.

Por muito pouco o nosso senador Mercante não destronou os tucanos do estado mais rico da federação. Mas este dia está chegando. Basta fazer um balanço mais detalhado, que aqui infelizmente pelo espaço não é exequível, é possível avaliar, graças a força de nossa militância, que o dia de governar São Paulo está amadurecendo, é uma questão de tempo.

Podemos perceber que este dia está próximo baseado na vitória de Marta Suplicy. Aos céticos de plantão, rompemos uma barreira e elegemos a primeira senadora pelo estado. Isto demonstra nossa força junto ao povo paulista. Sem contar que elegemos a maior bancada de deputados estaduais da história do nosso partido e da Assembléia, com 24 parlamentares.

Nesse cenário, também fui reeleito com 80.131 votos. Foram 54.047 apenas na nossa Macro, sendo destes 44.923 em Osasco. Aproveito para agradecer aos militantes que acreditaram em nosso trabalho e ajudaram a nossa campanha a se sagrar vitoriosa.

Quero dar as boas-vindas aos companheiros Isac Reis e Gerado Cruz à Assembleia Legislativa. Estou certo de que juntos nossa região e o PT estarão bem representados no Parlamento paulista.

Cumprimento o deputado federal João Paulo, reeleito com uma expressiva votação, o mais votado do PT.

Agradeço o empenho dos nossos prefeitos, Emidio de Souza, Bananinha, Chico Brito, Drª Ruth, Sérgio Ribeiro e Zezinho Bressane que não mediram esforços para que a região tivesse uma boa votação para os nossos candidatos.

Por toda esta força é que volto a afirmar: além de imprimir uma nova história no Brasil, o PT ilustra todos os dias uma nova narrativa para São Paulo.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

“Sim! A mulher pode”


Por Elineudo Meira

Depois de uma campanha com forte embate junto à grande imprensa, a mineira Dilma Rousseff mostrou para o povo brasileiro que o país deve e irá seguir mudando.

“Sim! A mulher pode”. Foi essa frase que Dilma – a primeira mulher eleita presidenta do Brasil – disse em seu pronunciamento, após confirmação da vitória nas urnas, no domingo, dia 31 de outubro de 2010. Eleita com 55.752.529 votos, que representa 56,05% dos votos válidos, a futura presidenta acenou do Hotel Naoum, em Brasília (DF), agradecendo o carinho do povo brasileiro.

Nunca antes, uma mulher assumiu democraticamente a liderança da nossa nação. Tal feito, contudo, está intimamente ligado ao compromisso que a petista assumiu desde o início de sua campanha; valorizar a democracia e os direitos essenciais básicos, como: educação, saúde, cultura, segurança, alimentação, moradia e paz social. Além de geração de emprego e erradicação da miséria.

Em seu discurso, Dilma Rousseff destacou o avanço do Brasil durante o governo Lula e, principalmente, o avanço democrático que significa eleger a primeira mulher presidenta do país. Segundo ela, este é o momento de ampliar a defesa dos direitos civis valorizando a mulher. “Gostaria muito que os pais e mães das meninas pudessem olhar hoje para os olhos delas e dizer, Sim! a mulher pode", destacou. Dilma também abordou a importância de zelar pela liberdade de imprensa e religiosa, além de cumprir os direitos humanos e a Constituição.

O Brasil este ano está completando 121 anos de República. Desde então, outros 40 homens, dentre marechais, médicos, advogados, jornalistas, militares, engenheiros, sociólogo estiveram à frente do comando do governo brasileiro. O último a ocupar o cargo, todavia, era diferente dos demais, torneiro mecânico e sindicalista, Luis Inácio Lula da Silva nunca foi um intelectual acadêmico do País. Entretanto, depois de dois mandatos, é um dos – senão o único – presidente que, após o processo de redemocratização, deixa o governo com amplos índices de aprovação, sendo respeitado dentro e fora do Brasil. Até nas palavras do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. “Lula é o cara!”, afirmou o presidente americano.

A candidatura de Dilma, amplamente apoiada pelo então presidente, representa a continuidade de um governo democrático e popular que reduziu a pobreza e o desemprego desde 2002, segundo dados do IBGE. Durante o período petista frente ao executivo, foram realizadas mais políticas para as mulheres e jovens, possibilitando a 704,6 mil pessoas o ingresso em cursos superiores pelo Programa Universidade para todos – Prouni. A eleição de Dilma aponta então para o crescimento de tais estatísticas. E nos próximos anos, o Brasil sediará a Copa de 2014 e as Olimpíadas do Rio em 2016. Eventos que projetarão ainda mais o Brasil no cenário mundial.

Trajetória ímpar

A petista Dilma Vana Rousself, economista, nasceu em Belo Horizonte (MG) em 1947. É a primeira mulher a assumir a presidência da República Federativa do Brasil. Interessou-se pelos ideais socialistas durante a juventude, logo após o Golpe Militar de 1964. Iniciou na militância, integrando organizações que lutavam contra o regime totalitário, como o Comando de Libertação Nacional e a Vanguarda Armada Revolucionária Palmares. Passou quase três anos presa entre 1970 e 1972, primeiramente na Operação Bandeirante (Oban), onde teria sofrido sessões de tortura, e, posteriormente, no Departamento de Ordem Política e Social (DOPS).

Em seu site (dilma.com.br) ela conta que tinha 14 anos quando o pai morreu. Já havia lido Germinal, de Emile Zola, sobre as subumanas condições de vida dos trabalhadores nas minas de carvão na França do século XIX. O processo de estação e maturação de movimentos grevistas e de atitudes ofensivas dos trabalhadores pelos seus direitos. Filha da professora Dilma Jane Rousseff e do advogado Pedro Rousseff, um búlgaro naturalizado brasileiro com quem adquiriu o gosto pela leitura. De acordo com pessoas próximas, Dilma era uma devoradora de livros, tendo construído uma sólida formação intelectual. Até os 15 anos, estudou no tradicional Colégio Sion, atual Colégio Santa Dorotéia, escola onde eram educadas as filhas da elite da capital mineira. Ao ingressar no ensino médio, passou para o Colégio Estadual, escola pública mista, mais liberal, onde surgiram muitos dos líderes da resistência à ditadura em Minas.

Formou-se em Economia pela Universidade Federal de Minas Gerais, centro de efervescência cultural de Belo Horizonte, às vésperas do golpe de 64. Os anos que marcaram a ditadura no país se iniciavam ali. O auge do regime, contudo, viria algum tempo depois, quando o governo decretou, no dia 13 de dezembro de 1968, o AI – 5 (Ato institucional nº 5). Com ele, o Brasil estava fadado a mergulhar nos porões da repressão.

Quando Dilma saiu da prisão foi para Porto Alegre, conheceu Carlos Araujo, com quem se casou. Da união nasceu Paula, sua única filha. No início dos anos 80, Dilma continuou lutando pela democracia – ajudou a fundar o PDT (Partido Democrático Trabalhista) gaúcho e assumiu seu primeiro cargo administrativo na prefeitura de Porto Alegre no mandato do então prefeito, Alceu Colares. Nos anos 90, tornou-se a presidente da Fundação de Economia e Estatística. Em seguida, foi convidada a ser secretária estadual de Minas e Energia, no governo do rio Grande do Sul, na gestão de Alceu Colares e Olívio Dutra. E mais tarde filiou-se ao PT (Partido dos Trabalhadores).

Em 2002 é convidada a ser ministra de Minas Energia e mais tarde em 2005, Dilma assume a chefia da Casa Civil e torna-se o braço direito do presidente Lula, ela assume toda a coordenação da Casa Civil e dos principais programas do governo como o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), que inclui o programa Minha Casa Minha Vida.

E agora, começa a trilhar o caminho para ser a primeira mulher a assumir, no dia 1º de janeiro, a Presidência da República e fazer o Brasil continuar mudando.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Uma mulher de coragem











Marta Teresa Smith de Vasconcellos Suplicy, 65, filiada ao Partido dos Trabalhadores, o PT desde 1981. Foi deputada federal (1995 -1998), prefeita de São Paulo (2000-2004), Ministra do Turismo (2007- 2008) no governo do Presidente Lula.

Nascida em São Paulo, no bairro do Jardim Paulista, onde mora até hoje, a psicóloga e psicanalista ficou popularmente conhecida na década de 1980, com o programa TV Mulher (transmitido pela rede Globo e logo depois, pela extinta TV Manchete). Ela participava de um quadro sobre o comportamento sexual das mulheres.

Ariana do dia 18 de março, ela [Marta] é a primeira filha do casal Luís Afonso Smith de Vasconcellos e de Noêmia Fracalanza Vasconcellos, tendo duas irmãs e um irmão. Estudou no colégio Nossa Senhora de Sion, onde fundou o grêmio estudantil. É formada pela PUC (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), se formou mestre em Psicologia Clínica pela Michigan State University e pós graduou na Stanford University.

Eleita a primeira mulher senadora pelo estado de São Paulo, Marta obteve mais de 8,3 milhões de votos nas eleições deste ano. No Senado, ela vai reforçar a bancada petista por São Paulo, ao lado do senador Eduardo Suplicy.

Nessa entrevista ela avalia o processo eleitoral para o PT, agradece os votos aos paulistas e o avanço de ter uma mulher na Presidência da República Federativa do Brasil. Confira a entrevista:

Macro em contato: Como a senhora avalia os resultados das eleições 2010. O PT sai fortalecido em São Paulo mesmo sem ganhar o governo paulista?

Marta: Sim, quando analisamos os resultados, vemos que o PT sai fortalecido. O projeto maior, eleger a primeira presidente, foi alcançado. Conseguimos, também, romper com a questão de nunca ter sido eleita pelo Estado uma mulher para o Senado. Houve crescimento da nossa bancada federal e elegemos a maior bancada da Assembleia Legislativa. Não fomos ao segundo turno na corrida ao governo do Estado por uma margem relativamente pequena (70 mil votos).

Macro em contato: O que os paulistas podem esperar do mandato de Marta Suplicy no Senado?

Marta: Sou muito grata aos paulistas pela vitória! Quero trabalhar com foco em duas grandes linhas: atuar junto à nossa presidente para que o Brasil continue firme nos avanços para erradicar a pobreza e para que a educação, com qualificação profissional, melhore ainda mais as condições de vida da população e nossa inserção no mundo. Dilma tem compromissos com as reformas tributária e política. Quero ser braço direito dela na defesa de avanços nessas propostas. As questões do aborto e casamento gay também terão atenção.

Macro em contato: Tem projeto novo ou especifico que a senhora irá apresentar no senado?

Marta: Numa situação nova e tão desafiadora como entrar no Senado tem que haver primeiro um reconhecimento dos aliados para os diferentes temas. Irei desenvolver projetos na área de educação, cidades, transportes, aeroportos e comportamento.

Macro em contato: Quais os principais obstáculos que a senhora poderá enfrentar no senado?

Marta: Não penso nisso. Enfrento cada dia em sua vez.

Macro em contato: O que as mulheres ganham tendo a primeira mulher eleita senadora por São Paulo?

Marta: É um avanço. Mais uma barreira que rompemos, mais um espaço de poder que é exercido por mulher. Mas temos muito a caminhar. Os resultados das urnas foram positivos às mulheres, sobretudo, pela eleição de Dilma. Mostra que não há espaços que não possamos conquistar. É um exemplo e um modelo para meninas e adolescentes que vão ingressar no mercado de trabalho. Mas, estamos longe da conquista de uma representação política que espelhe o fato de sermos mais de 50% da população. Há muito por fazer. Uma mulher no Senado não necessariamente significa melhoria para as mulheres. Uma mulher com um compromisso de vida com os direitos da mulher certamente fará diferença. Espero fazer.

Macro em contato: Uma de suas lutas será a reforma política? Quais são as principais dificuldades desse projeto?

Marta: É a mãe das reformas, mas é precipitado avaliar dificuldades, antes de assumir o mandato. É preciso analisar e discutir as propostas e ver como se posiciona o partido e todos os demais partidos no Congresso Nacional. O meu maior foco de atenção será a questão da mulher na representação política. Não podemos ter retrocesso.

Macro em contato: Quais são suas expectativas no governo de Dilma Rousseff?

Marta: Dilma vai corresponder à confiança da maioria dos brasileiros - os que votaram nela - e vai surpreender positivamente até quem não votou nela. Tem inteligência, comando e capacidade para levar adiante o projeto que recebe das mãos do Presidente Lula. Ela vai ter um olhar especial para reduzir as desigualdades.

Macro em contato: A senhora é filiada ao Partido dos Trabalhadores desde de 1981, já assumiu diversos cargo públicos, foi deputada federal (1995 -1998), prefeita de São Paulo (2000 – 2004) e ministra do Turismo (2007 - 2008) do governo Lula. Com todas essas experiências, a presidente eleita Dilma Rousseff pode considerar que tem uma mulher forte no Senado para defender e lutar pelos seus projetos ou pode convidá-la a assumir uma outra função em seu governo?

Marta: Creio que ela sabe que tem uma forte e combativa aliada no Senado.

Macro em contato: Em sua opinião o Brasil está preparado para receber a Copa de 2014 as Olimpíadas Rio - 2016?

Marta: O Brasil só vai receber os dois eventos porque foi, criteriosamente, escolhido. São duas responsabilidades enormes, mas estamos à altura de cumprir bem, ainda mais com a eleição da presidente Dilma, que herda do presidente Lula o compromisso de executar uma série de ações. Há questões de infraestrutura, receptivo de turistas, alojamentos, preparação dos nossos atletas. Temos muito o que fazer nas mais diversas áreas. Estou animada! Vamos trabalhar muito! E vamos garantir, além de um fantástico espetáculo e projeção do país no exterior, um enorme avanço em inúmeras áreas não esportivas. Não foi à toa que o presidente Lula perseguiu tanto o sonho de realização desses dois grandes eventos em nosso país.

Macro em contato: Qual a mensagem que a senhora deixa aos petistas e o que espera do partido nos próximos anos?

Marta: A mensagem é de agradecimento. Acabo de ser eleita e sei que tem muito do esforço de cada um e de cada uma das militantes que, como eu, acreditam e querem um Brasil cada vez melhor, menos desigual, mais soberano. A eleição de Dilma se ajusta à proposta de seguirmos num projeto de mais infraestrutura, mais cuidado com nossas crianças, e o firme propósito de erradicar a miséria na próxima década.

* Ping - Pong

Líder? Mandela

Música? Brasileira

Livro? Tenho apreciado os livros de Laurentino Gomes sobre o Brasil do século XIX

Cor? Azul Futuro? Brilhante

Filme? Woody Allen sempre me agrada

Cidade? São Paulo

Ideal? O bemNegrito

Uma Frase? Nunca é tarde

Brasil? Crescendo sempre

Filhos? Adoro

Uma Mulher? Dilma RousseffNegrito

Um símbolo? A Estrela

Uma história? A vida de qualquer pessoa, aberta com sinceridade, sempre dá uma boa historia.